Cronologia (1674 – 2001)

1674- Lourenço Castanho Taques – 1º desbravador da região avista o “morro Cuchumbu”

1706- O mestre de campo Carlos Pedroso Silveira, junto com seu genro, obtém sesmaria no local onde surgira a fazenda Caxambu.

1711- João Batista de Carvalho obtém sesmaria äonde chamam Cachambum”e Sebastião Fernandes Correia também obtém sesmaria em

1728 “por detraz do morro chamado Caxambu.”

1747- Estácio da Silva, morador da fazend Caxambu, pede permissão para construir capela em suas terras e obtém provisão em 1748.

1759- Caxambu é povoado, um bairro de Baependi, de acordo com registro no livro de óbitos daquele município.

1762- (ou 1772) Data citada no livro Baependi, de José Alberto Pelúcio, como da descoberta das fontes, segundo lembrança de
Teixeira Leal, em 1842.

1814- Primeiras notícias sobre o descobrimento das águas, 1844- Feliciano Germano de Oliveira Mafra desbrava a mata, encontra 3
fontes e começa a povoação do local onde hoje fica a cidade.

1849- Cura do vigário de Barbacena, que repercute por toda a província. A partir esse data uma série de personalidades conhecidas na época visitamCaxambu para se tratarem de doenças e começa a crescer a fama do lugar.

1852- João Constantino, Teixeira Leal e José Nogueira se associam para explorar as águas. Essa pode ser considerada a primeira empresa para exploração das águas, mas só em 1886 organizou-se a Cia. Das Águas Minerais de Caxambu sob a presidência do Barão de Maciel e dirigido pelo Dr. Polycarpo Viotti e Coronel Alexandre Pinto.

1861- Desapropriação das fonters do vale de Caxambu.

1863- O terrreno já estava limpo, as fontres “tapadas com tubos de taboa, jorrando-se por bicas de madeira. Havia um rancho com telhas para tropeiros e um prédio de pedra e cal coberto de telhas para receber doentes”- Livro de H. Monat.

1864- João Constantino faz uma casa de banhos sobre fontes que bortavam no lugar ocupado, hoje, pela fonte D, Pedro – Livro H. Mont.

1868- extrato do expediente da Diretoria Geral de Obras Públicas, publicado no Jornal “Notícias de Minas”, de Ouro Preto. Assunto: aporva propostas que fizeram os cidadãos Dr. Carlos Theodoro de ustamante, JoséLuiz da Silva Prado e José Ferreira Chaves, para comporem comissão encarregada de dirigir a conclusão das obras do estabelecimento balneário do Caxambu, mediante instruções ministradas pelo engenheiro Horta Barbosa.

1868- Oficio do eng. Júlio Augusto Barbosa acusando recebimento de carta oficial de 5\11 ëm que faz ver o estado das obras a aeu cargo no estabelecimento balneário do Caxambu, assim mo que a ida da corte ficou adiada até 14 do dito mês, por motivo da visita projetada ao estabelecimento por S.S.A.A Imperiais, declarando mais,m quanto as despesas extraordinárias realizadas por esse motivo sob sua responsabilidade, que deve apresentar em separado, carta documentada, afim de ser apresentada ao Governo e solicitar-se autorização para pagamento. Publicado no “Noticiador de Minas”, de Ouro Preto em 24 de dezembro.

1868- Chega a Caxambu a princesa Isabel, seu esposo Conde D’Eu e uma comitiva, atraídos pela fama das águas. A princesa buscava a cura de uma provável infertilidade. Ficam durante ummês, partindo em 17 de dezembro. Lançada , em novembro, pela princesa Isabel, a pedra fundamental da Igreja de Santa Isabel da Hungria, com a promessa de sua construção, casoa herdeira engravidasse.

1869- Ofício da Diretoria Geral de Obras Públicas dirigido ao eng. Horta Barbosa comunicando que ”Providencie vossa senhoria, em ordem, a que seja entregue, por inventário, o estabelecimento balneário do Caxambu à Câmara Municipal de Baependi, a quem, compete prover ;por meio der posturas, que deverá propor à Assembléia Legislativa Provincial, sobre a conservação e uso das fontes, bem como sobre a cobrança das taxas que julgar acertado impor, à benefício de ser os cofres na proposta do respectivo orçamento{…}. Publicado no “Noticiador de Minas” de 1º de março.

1870- Realização dos primeiros trabalhos de captação das fontes.

1873- Uma comissão é designada pelo governo da província para analisar as águas de Caxambu, resultando relatório em 1874, atestando suas capacidades curativas.

1873- Construção de estrada “zigue-zague”que leva ao topo do morro Caxambu, realizada com recursos de moradores e frequentadores da estrada.

1875- Criado em novembro, o distrito, com sede na provação de “Águas de Caxambu”, pela lei provincial nº 2175.

1875- Os direitos de exploração das água são abertos a iniciativa privada. É feita a concessão aos senhores: Conde Lage, Dr. Antônio Pereira e José Meireles. Não realizam trabalhos na área e o concessão caduca em 1883.

1879- Auto de inauguração do “Estabelecimento Balneário das Águas de Caxambu”, lavrado na Câmara Municipal de Baependi no dia 11 de agosto.

1881- A população de Caxambu era de 200 habitantes e já existiam 130 casa.

1883- A concessão de exploração das águas é dada ao Dr. Saturnino Simplício de Sales Veiga.

1886- É organizada a Cia. Das Águas Mineiras de Caxambu e Contendas, sob a presidência do Barão de Maciel, tendo como diretores o Dr. Polycarpo Viotti e o Cel. Alexandre Pinto. Entre 1886 e 1890 foram feitas as seguintes obras no Parque, pela Cia. Das Águas Mineiras de Caxambu:
• Captação das fontes, montagem de “chalets”- Viotti, D. Pedro e P. Isabel;
• Construção do Estabelecimento Balneário;
• Retificação do Bengo em 2 KM;
• Ajardinamento, arborização e gradil do Parque;
• Montagem do Hotel da Empresa, na chácara do Cel. Theodoro de Carvalho.

1890- O Dr. Saturnino de Sales Veiga vende a concessão ao Conselheiro Francisco de Paula Mayrink pelo preço de 515:000$000, sendo essa concessão de direitos, aprovada no governo de João Pinheiro em 26 de junho de 1890. Entre 1890 e 1905 foram realizadas as seguintes obras no Parque, pela empresa concessionária:
• Captação das fontes D. Saxes e Dona Leopoldina;
• Instalação do gradil de ferro em torno do Parque;
• Melhoramentos no Parque (não definem quais foram);
• Instalação do engarrafamento pelo processo da gaseificação, com gás da própria fonte.

1891- Implantação da via ferroviária em 15 de março.

1891- Confirmação em 14 de setembro, por lei estadual nº 2, da criação do distrito de Caxambu.

1893- Realizada a análise das águas, por uma comissão de químicos da Academia Nacional de Medicina.

1894- Criada a Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios.

1894- Lei datada de 11 de junho, nomeia as ruas da Freguesia.

1894- Lei datada de 15 de setembro, prorroga prazo para construção de calçadas e passeios em frente as casa. Existia na época um Conselho Distrital (Caxambu pertencia a Baependi) que administrava o distrito. Caso as obras exigidas não fossem feitas o Conselho as realizava administrativamente e depois cobrava do proprietário.

1896- Nicolau Tabolar ganha licitação para iluminação pública a querosene de Caxambu.

1897- Inaugurada em 19 de novembro, a Igreja Isabel da Hungria.

1901- Decreto datado de 16 de setembro, cria a Vila de Caxambu, desmembrada do Município de Baependi.

1902- Instalação do município no dia 2 de janeiro. Praxedes da Costa é nomeado como Agente Executivo.

1902- Município busca iluminação elétrica mas acaba pondo em concorrência a iluminação a gás acetileno. Primeiro a cargo da Câmara Municipal, o serviço depois fica por conta dos próprios contratantes – Venâncio da Rocha Figueiredo e Nicolau Tabolar.

1903- As águas de Caxambu ganham medalhas de Ouro na Exposição Internacional de Saint Louis, nos EUA.

1904- Epidemia de varíola assola o município. Doentes são isolados em chácaras fora da cidade.

1905- Organizada uma nova empresa concessionária – Empresa das Águas Minerais Naturais de Caxambu, da qual foram diretores os senhores João Martins da Silva, José Gomes Guimarães, Octávio Guimarães e Luiz Guimarães . Entre 1905 e 1920 (data da publicação do livro “As águas minerais do Estado de Minas Gerais”, de Pádua Rezende), foram realizados os seguintes trabalhos no Parque:
• Construção do edifício do engarrafamento – projeto do arquiteto Alfredo Burnier;
• Construção do galpão de lavagem de garrafas;
• Construção do depósito de vasilhame;
• Construção do observatório meteorológico;
• Revestimentos dos passeios laterais e gradeamento do rio Bengo;
• Transformação do Parque: drenagem, nivelamento, arborização, construção de modernas instalações sanitárias;
• Captação das fontes Viotti e Mayrink;
• Revisão das fontes D. Leopoldina, Isabel, conde e condessa D’Eu;
• Construção do estabelecimento balneário, plano do Dr. Burnier em adiantado estado de construção.

1905- Nomeado o primeiro prefeito – Dr. Américo Macedo. Liberado crédito de 500 contos para realizar melhorias no município. Durante a gestão desse prefeito começam a ser realizadas obras básicas de água e esgoto.

1906- Chega a Caxambu o Padre José João de Deus, primeiro vigário da cidade. A paróquia é inaugurada em 1/1/1906.

1907- Fusão da Empresa das Águas Minerais de Caxambu com a Empresa de Lambari e Cambuquira.

1908- Solução para o abastecimento de água potável – governo compra área da “Chácara do Jacaré”, onde há uma nascente que abastecerá a cidade até 1937.

1910- Início da administração de Camilo Soares de Moura, trabalhando na urbanização de Caxambu – abertura de ruas, canalização do Bengo, pavimentação, construção do jardim da Praça 16 de Setembro, etc.

1910- A Empresa de Lambari, Cambuquira e Caxambu recebe diploma e honra na Exposition Universelle de Bruxelles, pelas águas da Fonte Intermitente (Beleza).

1911- Primeiro laboratório de Pesquisa e Análise Químicas das Águas, do Dr. Cadaval.

1912- Data inscrita nos vitrais do Balneário e em alguns projetos de pavilhões das fontes, vindos da Bélgica.

1913- Plantas e projetos dos Pavilhões do Parque, feitos na Bélgica. Início da captação e construção da Fonte Viotti, que recebe este nome em homenagem ao Dr. Polycarpo Viotti.

1913- Lavrado contrato entre o Estado e a Empresa das Águas Minerais de Caxambu, com prazo de vigência até o ano de 1973.

1913- Data inscrita no coreto da Praça 16 de Setembro – provavelmente de sua construção.

1915- O município é elevado a categoria de cidade em 18 de setembro.

1918- Trabalho de Francisco da Silva Reis, o Chico Cascateiro, no Parque.

1919- Inaugurada, em março, a iluminação elétrica do Parque. Visita de Rui Barbosa a cidade, na qual afirma: “Visitei, percorri, desfrutei por um mês, com admiração e encanto, o Parque das Águas, a organização do seu serviço, o sistema de exploração de seus produtos, É a medicina entre jardins de uma florescência deslumbrante (…).”

1924- Nova diretoria assume a administração da Empresa das Águas de Caxambu, composta pelos senhores Alfredo Guimarães (diretor), Álvaro Silva (superintendente), Edmundo Pereira Dantas (gerente).

1928- Realização do congresso das Estâncias Hidrominerais em Cambuquira. Durante este ano visitaram o Parque das Águas um total de 13.391 visitantes.

1929- Realização do Congresso das Estâncias Hidrominerais de Araxá.

1937- Visita de Getúlio Vargas à cidade para a inauguração da estrada de rodagem Areias – Caxambu.

1938- Caxambu perde o distrito de Soledade, elevado a categoria de município e também, uma parte do distrito sede, incorporado ao Município de Conceição do Rio Verde.

1938- A piscina do Parque das Águas é terminada.

1940- Projetos paisagísticos para reforma do Parque.

1943- Projetos paisagísticos para a reforma do Parque.

1943- Nova diretoria assume a direção da Empresa das Águas e do Parque. A nova administração passa a ser feita pelos senhores Cylio da Gama Cruz e Caio Gama Cruz. Edmundo Pereira Dantas permanece como superintendente de serviços.

1945- Proibição do jogo no país e fechamento dos cassinos do cidade.

1946- Uma planta do Parque mostra uma série de terrenos que foram desapropriados e anexados ao Parque, que passa a Ter uma área de mais de 200 mil metros quadrados.

1948- Instalada, em novembro, a Comarca de Caxambu.

1948- Demolida a antiga portaria do Parque e construída nova.

1949- Demolida a torre meteorológica. O seu relógio é transferido para o prédio do Balneário.

1956- Implementada a mecanização total no processo de engarrafamento das águas minerais.

1957- A população do distrito sede de Caxambu era estimada em 7.685 habitantes.

1958- Instituído em junho, por lei municipal nº 170, o emblema da cidade, de autoria de José Pereira Dantas e Edmundo Dantas Filho.

1961- O prefeito de Caxambu solicita à Hidrominas a emcapação da Empresa das Águas de Caxambu.

1968- Publicação do trabalho do Dr. Polycarpo Viotti – “As águas alcalino – gasosas do sul de Minas”, no qual faz uma análise comparativa do teor das águas das estâncias e afirma que Caxambu contava então, com 3.000 moradores.

1973- Termina o contrato de exploração das águas das Empresa das Águas Minerais de Caxambu. Em abril, a Hidrominas assume a exploração das águas e a administração do Parque.

1981- A comercialização das águas é privatizada. A exploração passa a ser feita pela Superágua (Supergasbrás e Estado).

1988- O Governo do Estado doa o Morro Caxambu para o município, em agosto.

1989- A administração do Parque é entregue a responsabilidade da Prefeitura Municipal, que realiza uma grande reforma no local.

1989- Inaugurado o teleférico que liga o Parque ao sopé do Morro Caxambu.

1997- Tombamento provisório do Conjunto Paisagístico e Arquitetônico do Parque das Águas de Caxambu, feito pelo IEPHA/MG.

1998- Aprovado pelo Conselho Curador do IEPHA/MG o tombamento do Conjunto Paisagístico do Parque das Águas de Caxambu.

1999- Implantação do Campus de Caxambu, da Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações (UNINCOR), através do Decreto Estadual nº 40.519, de Três de agosto. Letras foi o primeiro curso autorizado. Posteriormente foram criados os cursos de Direito e Turismo.

2000- Instituído o Plano Diretor do Município (Código de Obras e a Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo), elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa.

2000- Inauguração do Ginásio Poliesportivo “Jorge Curi”.

2001- Centenário da emancipação político – administrativo da cidade.


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