Momentos marcantes:

História

Em 1864, iniciou-se a construção de uma casa de banhos sobre fontes que brotavam no lugar hoje ocupado pela fonte D. Pedro II. Em 1868, foi aprovada pela Diretoria Geral de Obras Públicas da Província uma proposta de moradores da região para a formação de uma “comissão encarregada de dirigir a conclusão das obras do estabelecimento balneário do Caxambu”.

Uma série de materiais foram, então, encomendados da Europa e do Rio de Janeiro para a conclusão do edifício (banheiras, depósitos de água, pulverizadores, etc.).

Porém, em agosto, assumiu o Governo da Província o Conselheiro Dr. Domingos Andrade Figueira que, considerando responsabilidade da Câmara Municipal de Baependi a administração da estância hidromineral, ordenou a suspensão dos trabalhos e a sua entrega à Câmara Municipal de Baependi que, sem recursos, deixou a obra abandonada. O edifício do balneário, mesmo incompleto, foi inaugurado em sessão solene no dia 11 de agosto de 1879, passando a prestar os serviços possíveis.

Durante a administração do Conselheiro Mayrink (1890-1904), o estabelecimento balneário, embora terminado, funcionava com o serviço hidroterápico incompleto, devido à falta de um técnico que pudesse atuar nos banhos. O projeto arquitetônico, realizado em 1911/12 pelo arquiteto Alfredo Burnier do Rio de Janeiro é o embrião do prédio atual.

O edifício foi inaugurado no início dos anos 20. No final da década de 1940, foi feita uma ampliação. Internamente, o prédio térreo abriga o amplo hall central de entrada, as salas de banhos, de massagens e outros tratamentos de hidroterapia, acessadas por corredores dispostos em alas laterais distintas para o público masculino e feminino, além da administração. Destacam-se alguns revestimentos de piso, em ladrilho hidráulico de diferentes padrões decorativos, e de parede, em azulejos com ornamentação de motivos florais.

Logo depois de assumir a administração do Parque, em 1973, a Hidrominas realizou uma grande reforma. O Balneário foi reformado interna e externamente e suas instalações, segundo o IEPHA, foram ampliadas. Data dessa época a retomada da piscina na ala feminina e a substituição dos revestimentos de piso e parede deste trecho à direita de quem entra. Talvez, por esse motivo, as alas masculina e feminina tenham trocado de lado cabendo, às mulheres, a utilização do setor mais ornamentado e, aos homens, o uso da piscina interna.

Conheça a História do Balneário de Caxambu MG

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Recentemente, uma grande revitalização foi concluída e a reinaguração está marcada para amanhã, 05 de junho de 2010. O Balneário de Caxambu será reinaugurado. Uma ampla reforma que durou mais de três anos incluiu a restauração de vários elementos do balneário e das construções que integram o complexo. Vitrais, pinturas, o hall principal, pisos e azulejos foram restaurados. As saunas foram reconstruídas e o balneário ganhou um mobiliário completamente novo.

A piscina interna que antes pertencia a ala masculina, passou a oferecer uso misto. Foi totalmente modificada de acordo com um projeto comparável às piscinas mais sofisticadas da Europa e equipada com muita tecnologia. Para oferecer maior acessibilidade e segurança ganhou uma rampa de acesso e corrimãos. Passou a contar com cascatas, um banheira submersa, diferentes jatos de hidromassagem e um sistema de iluminação multicolorida para promover os benefícios da cromoterapia.

As antigas banheiras de imersão foram substituídas por modernas banheiras de hidroterapia desenvolvidas especialmente para o Balneário. Exclusivas no Brasil, as novas banheiras de hidroterapia permitem uma programação dos banhos de acordo com as necessidades de cada usuário. Duchas Vichy com cromoterapia, novas duchas circulares e escocesas também foram instaladas.